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Vivi Serrano: uma estrela em ascensão

Por Elaine Nunes

Cantora, compositora, escritora, professora de Língua Portuguesa e Literatura, a Prata da Casa, Vivi Serrano tem 40 anos. Solteira, é mãe solo de um menino lindo de 13 anos, deficiente visual monocular de nascença. Essa mulher guerreira, destemida, determinada, simples, que sonha e aspira viver as coisas grandiosas da vida, vive intensamente, sobretudo com humildade, coragem e sabedoria.

Vivi nasceu em Bangu, subúrbio do Rio de Janeiro, nos anos 80, onde foi criada pela avó materna, uma mulher viúva, semianalfabeta, negra, que sofreu para criar seus onze filhos cozinhando num restaurante da capital. Dona de uma força inexorável, mesmo sob condições precárias de moradia e alimentação, soube amar e moldar o caráter de Vivi.

“A essa mulher, devo a minha sobrevivência, força e resiliência. Ela moldou-me e amou-me incondicionalmente, quando fui negligenciada por quem deveria me proteger. Inclusive, foi quem descobriu a minha vocação para a música, o canto e o violão. A ela, devo todas as honras e, também por ela, eu canto. Me ver como cantora era o seu maior sonho. Minha avó me levava e me colocava sobre a mesa para eu cantar para as pessoas. Ela “me obrigava” a fazer isto para sorrir e dizer às pessoas: ‘Viu, eu falei que ela canta’. Às vezes, eu barganhava uns chicletes em troca de cantar uma música”, conta Vivi, que começou a cantar em igrejas, com apenas 3 anos.

Moradora de Maricá desde os 15 anos, quando veio passar o carnaval na casa de uma prima, Vivi cursou o 2º grau no colégio Dr João, em Inoã, onde integrou o grupo de Teatro Djota e descobriu que realmente sabia cantar. Profissionalmente, se apresentou em barzinhos com 16 anos, por insistência do cantor Sidney Santos. O primeiro show foi no Trailer do Mineiro, em São José do Imbassaí.

“Na época, eu não sabia como criar um repertório, o que cantar, então o Sidney ia até minha casa, passava as músicas, treinava violão comigo. No barzinho, ele ligava todo o som para mim, pois eu não sabia sequer “enrolar” um cabo. Sidney foi um amigo, um parceiro, um anjo na minha vida. Foi quem me despertou para os “palcos” da vida. Hoje, não está mais aqui pra me ver como uma “prata da casa”, mas de onde estiver, tenho a certeza de que ele está muito orgulhoso da minha trajetória digna”, declara a artista, que se encontrou no palco.

São mais de vinte anos de carreira. Ao longo desses anos, Vivi teve momentos inesquecíveis, como abrir o show da cantora Duda Beat em Itaipuaçu; apresentar seu projeto ” Fascinação – Vivi Serrano canta Elis Regina” no Pedacinho do Céu e cantar para cerca de 50 mil pessoas na abertura do show de Belo, dividindo o palco com o cantor Rafael Caçula.

“Sou muito grata a ele pela troca e desprendimento em dividir seu palco comigo. Mas nem sei dizer como minha voz saiu. Meu corpo todo tremia. Eu olhava e não acreditava que estava naquele palco. E sou muito grata por ter vivido este momento. Nunca tinha cantado pra tanta gente assim na minha vida”, agradece a cantora, que também é intérprete, compositora e aspira lançar um show autoral.

“Quero levar às pessoas minhas emoções mais lúcidas e sinceras: meu trabalho feito de corpo e alma e com total entrega. Apresentar o trabalho de releituras que faço e minhas canções autorais. Cantar nos grandes palcos, teatros. Quem sabe o Maracanã, o Rock in Rio. Quero levar às pessoas a arte que eu vivo, que meu corpo transmite quando eu canto”, revela.

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