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I Seminário de Direitos Humanos fala de dignidade, igualdade e liberdade humanas

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Em celebração pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que acontece no próximo dia 10/12, a secretaria de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher, através da coordenadoria de Direitos Humanos, realizou nesta terça e quarta-feira (05 e 06/12) o I Seminário de Direitos Humanos de Maricá, sob o tema “Direitos Humanos Para Todos”. São dois dias de debates e palestras com a presença de especialistas nos diversos campos que abrangem os Direitos Humanos. Durante a abertura, no Cine Henfil, no Centro, o vereador de São Paulo, Eduardo Suplicy, que realiza há anos um trabalho de renda básica de Cidadania, debateu com o prefeito Fabiano Horta, demais autoridades e os participantes do evento sobre uma política que promova a dignidade, igualdade social e liberdade humana.

A solenidade de abertura contou ainda com a presença do presidente da comissão municipal de direitos humanos, o vereador Dr. Richard; do secretário de Economia Solidária, Diego Zeidan; e do presidente da OAB de Maricá, Amilar Dutra.

 “Pra mim é uma honra está aqui. Maricá tem se tornando cada vez mais uma referência não apenas no Brasil, mas internacional em renda básica de cidadania. Hoje eu fiz questão de conversar mais uma vez com o prefeito Fabiano Horta e sua equipe para que eu tenha mais elementos para sempre que questionado eu possa responder a respeito dos avanços que vocês estão realizando em justiça social de forma pioneira”, afirmou Suplicy. “A política é a ciência de como alcançar o bem comum, uma vida justa para todos, mas para se atingir esse objetivo é necessária justiça política que precisa ser precedida da justiça distributiva que torna mais iguais os desiguais”, explicou.

O prefeito Fabiano afirmou que é possível construir uma cidade mais igualitária. “Nós vivemos um tempo muito difícil na sociedade. Hoje a semente do ódio, da intolerância, da discórdia está plantada entre os homens e nos precisamos observar isso na perspectiva de como nós reagimos a isso. Fazer esse seminário é jogar luz sobre a nossa capacidade de refletir, sobre a perspectiva de como nós podemos e devemos agir”, falou o prefeito. “Esse seminário tem uma grande importância para que saiamos daqui alimentados, esperançosos, com conteúdo plantado no coração, na razão e na mente de que é possível construir uma cidade justa”, concluiu o prefeito.

Segundo a coordenadora de Direitos Humanos, Lene de Oliveira, o objetivo . é alavancar o interesse social pelo tema de forma desmistificar preconceitos e incentivar o exercício da cidadania. “Já tivemos três cursos de educação em direitos humanos e beneficiamos mais de 300 pessoas ao longo de um ano de trabalho”, contou.

Já a deputada Rosangela Zeidan destacou o investimento do Governo em projetos promissores de renda básica de cidadania. “Isso significa investimento em pessoas e nós sabemos que hoje em nosso país há uma intolerância em que as pessoas são movidas pelo ódio em detrimento dos diretos do nosso povo”, completou. “E, Maricá sem dúvida vai se tornar uma referência de inclusão de pessoas e não de segregação”, afirmou a deputada.

O secretário de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher, João Carlos Lima (Birigu) disse que o mais importante é o respeito entre os cidadãos. “Para o desenvolvimento de uma cidade é fundamental a criação de pontes que façam o indivíduo refletir sobre a importância da solidariedade. É fundamental que nós tenhamos uma Maricá que continue avançando em todas as áreas, mas é fundamental que nosso município seja reconhecidamente uma cidade que respeita os direitos individuais”, garantiu o secretario.

Um dos momentos mais emocionantes e que encerrou a cerimônia de abertura do Seminário foi o depoimento da professora Janete dos Santos. Ela contou que por meio do benefício do Bolsa Família, do Governo Federal, conseguiu estudar e ter uma profissão. “Muita gente discrimina quem recebe, mas o Bolsa Família mudou a minha vida. Eu precisava estudar para ter uma profissão e não via como poderia fazer uma universidade sem ter uma renda. Para quem é de baixa renda sabe que frequentar uma Universidade é praticamente impossível. Então me cadastrei para receber o beneficio. E, a partir dai, vivendo só com R$ 140,00 eu fiz o curso normal e me formei em professora”, relatou Janete, que é moradora do Minha Casa Minha Vida de Inoã.

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Foto: Fernando Silva

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