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Alunos da EM Marquês de Maricá participam de colheita na horta comunitária

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Cerca de trinta alunos das turmas de 4º e 5º anos da EM Marquês de Maricá (Itaipuaçu) com idades entre 8 e 10 anos participaram da colheita de 12 caixas de alface crespa roxa na Unidade Escola Agroecológica e Horta Pública Comunitária do Manu Manoela. O grupo estava acompanhado de representantes das secretarias de Agricultura, Pecuária e Pesca e Economia Solidária.

O engenheiro agrônomo, Anderson Vinícius Oliveira deu algumas explicações aos alunos sobre o plantio, a manutenção das mandalas na horta-escola comunitária, ações de recuperação pós-queimadas e a maneira correta na hora da colheita. Secretário da pasta de Agricultura, Júlio Carolino destacou a importância de ensinar sobre cultivo e educação alimentar. “Normalmente as crianças têm dificuldade com algum tipo de legume ou hortaliça. Quando eles vêm, plantam e colhem, fica mais fácil para se alimentarem. E levar parte desse produto para casa dá a eles a oportunidade de ter o que contar sobre a aula da qual participaram em campo”, explicou. “Como há uma quantidade grande vamos doar uma parte para a escola, de forma que os alunos possam levar suas alfaces para casa e outra parte para o hospital”, esclareceu Júlio Carolino, explicando que as doações normalmente também são feitas para a LBV e o NAIR.

 Participando pela primeira vez, os alunos Gaio Henri e Maria Fernanda Ferreira, de 10 e 11 anos, respectivamente estavam sorridentes. “É diferente porque você pode usar suas próprias mãos. É muito bom, dá uma emoção”, declarou Gaio. Maria Fernanda Ferreira, continuou: “Eu nunca tinha colhido nada na minha vida. E ainda vou poder levar alface para casa e comer. Dá uma felicidade porque eu gosto e estou colhendo o que vou comer com os meus colegas”.

Segundo a professora Ana Lúcia de Almeida, o projeto também está sendo trabalhado em sala de aula. “Nós montamos um projeto na escola ensinando todos os processos da colheita, pensando na importância de ensinar as crianças a plantar, colher e comer o que elas mesmas plantaram, para que depois elas façam o mesmo em suas casas, multiplicando essa ideia”, disse.

“Nosso objetivo maior é aproveitar o espaço da escola para o desenvolvimento prático, então fizemos uma horta suspensa com sementes das mais diversas espécies, desde frutíferas, hortaliças a plantas, que também pretendemos fazer em baldes, com o objetivo didático de ensiná-los a reproduzir o que aprenderem como plantar, adubar e colher”, completou o professor Júlio César Almeida.

“Não é a primeira vez que eu estou aqui. Plantação traz vida e participar de um momento desse com crianças sabendo que elas vão chegar em casa encantadas com um alimento e aprendizado, não só uma plantinha, para mim tem um tremendo valor”, avaliou a primeira-dama Rosana Horta, que também participou da colheita.

Eduardo Henrique (10 anos) tirou a alface da terra e logo colocou um pedaço na boca, sem nem se preocupar em lavar a hortaliça. “Eu não gosto de alface, mas deu vontade de ver se era bom e eu comi. Achei o gosto estranho”, confessou. Andriele Rodrigues é exceção à regra. Aos 10 anos, a menina gosta de alface. “Eu já tinha colhido outras vezes e sempre como, porque gosto de alface”, contou.

 Além das hortaliças, as crianças ganharam um caderno de educação em agroecologia “De onde vem nossa comida?” e uma “Revista das crianças Sem terrinha”, elaborada por representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para que os pequenos entendam as mudanças ocorridas na produção de alimentos e que impactos trouxeram sobre a vida. Bolos de aipim, abóbora e batata-doce e frutas foram distribuídos para todos.  “Eu nem gosto de batata doce. Não como por nada. Só comi porque não sabia. É um gosto maravilhoso desse bolo. Nem parece que tem batata doce”, admitiu Evelyn Araujo.

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Fotos: Clarildo Menezes

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