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Retiro abre comemorações do Mês Internacional da Mulher na cidade

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O Núcleo de Apoio à Estratégia da Saúde (NASF), em parceria com o Posto de Saúde do Retiro e com a Casa da Mulher, abriu as atividades em comemoração ao Mês Internacional da Mulher em Maricá. A Capela Santa Rita de Cássia (Retiro), que semanalmente é palco das atividades do NASF, deu espaço para uma descontraída ação com café da manhã, alongamento, dinâmica de grupo e palestra.

Responsável por organizar o evento, a assistente social do NASF, Diana Diniz Castro, falou sobre a iniciativa. “Nossa ideia é homenagear as mulheres do grupo pelo Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Toda segunda-feira nós realizamos atividades aqui na igreja a partir das 9h e para participar é preciso apenas estar cadastrado no Posto de Saúde. Recebemos todas as pessoas, mas no momento só contamos com a participação de um homem”, contou.

Após o alongamento feito pela nutricionista, Raizza Amaral, a psicóloga Rogéria Amaral fez uma dinâmica que encorajava as participantes a ressaltar as qualidades e valores das suas colegas. “Normalmente quem realiza os alongamentos é a nossa fisioterapeuta, que está de licença. Como trabalhamos em cima de um conceito chamado matriciamento, onde profissionais de diversas áreas trabalham em uma equipe interdisciplinar, estou dando continuidade ao atendimento”, explicou Raizza.

A coordenadora de Políticas para as Mulheres, Luciana Piredda, abriu sua palestra falando sobre o trabalho da Casa da Mulher. “A Casa da Mulher é muito mais que um espaço para o atendimento às mulheres em situação de violência, é um espaço de promoção de políticas públicas. O conhecimento acerca dos direitos das mulheres e do lugar dela na sociedade é uma questão cultural. Vivemos em um mundo onde muitas percepções sexistas ainda persistem. A Casa da Mulher é um lugar para trabalhar este ‘status quo’ que foi colocado”, disse.

Com espaço para interações e esclarecimento de dúvidas, o bate papo abordou temas como a identidade de gênero, a violência contra a mulher, as tarefas que são culturalmente atribuídas por gêneros, as múltiplas jornadas de trabalho das mulheres, os diferentes salários para pessoas do sexo masculino e feminino, e os direitos das mulheres. “É importante atuarmos nestes debates para conseguir, de fato, promover algum tipo de mudança. Estudos revelam que se políticas públicas de igualdade de gênero forem implementadas agora, daqui a uns 150 anos nós vamos mudar a sociedade. Então é preciso efetivar isto agora para trazer mudanças significativas”, afirmou Piredda.

A confeiteira Fabiana Costa de Sá, de 35 anos, considerou a iniciativa esclarecedora. “Foi tudo muito bem explicado e creio que todas saem daqui com uma nova visão de mundo e do papel da mulher nele. Achei muito bom saber que a Casa da Mulher pode fazer muito mais por nós. Que a gente possa cada vez mais ir atrás dos nossos direitos e participar”.

Ao final do evento, Luciana ressaltou ainda que no dia 8 de março, às 10h, será realizado um ato público na Praça Conselheiro Macedo Soares (Centro), que contará com atividades como corte de cabelo, manicure, design de sobrancelhas, aferição de pressão, sorteio de brindes e oficina de trança de cabelo.

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Fotos: Elsson Campos

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