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Proteção Animal realiza curso sobre resgate e legislação

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A Coordenadoria Especial de Proteção Animal de Maricá realizou no último sábado (07/04) o curso gratuito de Resgate Animal e Legislação Pertinente, no Sítio Doce Vitta, no bairro São José do Imbassaí. O evento contou com a palestra do presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB-RJ, Reynaldo Velloso, e dos resgatistas de animais Randel Silva e Christiane Neri.

A coordenadora de Proteção Animal, Milena Costa, falou sobre a importância de encontros gratuitos que debatam e capacitem os profissionais da área sobre a questão animal. “Convidamos essas pessoas porque são referências nacionais quando o assunto é proteção animal. Por meio desse curso buscamos conhecer a questão jurídica envolvida nesse processo, sobre resgaste animal e as técnicas mais apropriadas para que possamos usá-las em nosso meio”, destacou a coordenadora.

O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB-RJ falou sobre a questão jurídica que envolve abandono e maus tratos aos animais. Para Reynaldo, é fundamental que sociedade discuta e se conscientize sobre a seriedade do assunto. “Segundo a Organização Mundial, existem no Brasil mais de 30 milhões de cães e gatos abandonados. No Estado do Rio de Janeiro, são dois milhões, isso sem contar com os cavalos e demais espécies. E são seres vivos que sentem frio, fome e sede. Precisamos criar eventos como esse que tragam pessoas que se sensibilizem com a causa e que crie amor e respeito aos animais”, exemplificou.

O presidente abordou sobre seu engajamento no processo de substituição das charretes que utilizem cavalos em Paquetá e em Petrópolis. “É uma tendência mundial. Não há a necessidade de explorar o animal. Laudos médicos apontam grandes males nas patas e coluna dos animais causados por esse transporte”, frisou o palestrante, mostrando aos alunos instrumentos como espora, bridão e embocadura que são utilizados nos cavalos.

Já com foco no resgaste de animais, Randel Silva, falou sobre a importância de garantir a segurança do animal e também de quem está prestando o socorro.  Ele é socorrista há mais de sete anos e atua no Estado do Rio de Janeiro. “Não é somente chegar e pegar o animal. É muito mais do que isso. Temos que pensar sobre a forma mais segura para realizar um resgate de qualidade sem machucar ou estressar o animal”, destacou.

Daniele de Souza, de 31 anos, moradora do bairro São José do Imbassaí, adorou participar do curso por ter a oportunidade de aprender mais sobre formas de resgate. “Sou apaixonada por bichos. Por isso me interessei em saber a forma correta de lidar em casos de emergência. Já participei do resgaste de um cachorro e me solidarizei com a causa”, concluiu.

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Fotos: Marcos Fabrício

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