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Alunos de Maricá participam de atividades sobre arboviroses com membros da Fiocruz

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Os alunos das escolas municipais João Monteiro (Itaipuaçu), Darcy Ribeiro (Inoã) e do Instituto Federal Fluminense – IFF Fluminense Campus Avançado (Centro) participaram de atividades de campo com pesquisadores representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com membros do Comitê Gestor das secretarias municipais de Comunicação, Ciência e Tecnologia, de Educação e Saúde do município. A visita faz parte do Fórum Ciência e Sociedade 2018, tratando as questões das arboviroses (doenças causadas pelos chamados arbovírus, que incluem o vírus da dengue, Zika vírus, febre chikungunya e febre amarela), em Maricá.

Os alunos das turmas de 6º a 9º anos das escolas e do ensino médio do IFF, percorreram principais pontos do sistema lagunar do município como Ponta Negra, Bambuí, Ponte Preta e comunidade pesqueira Zacarias, e puderam ver de perto o panorama atual do sistema, com os principais pontos abordados nas atividades que incluem a falta de saneamento em alguns locais, a geomorfologia e também a relação do morador de Maricá com as lagoas do entorno.

Voltada para as atividades desenvolvidas durante todo o dia, na última quinta-feira (27/09) os alunos participaram de uma oficina preparatória sobre as principais questões que foram abordadas na atividade de campo, como, por exemplo, qual visão eles deveriam ter na hora das pesquisar com o morador da localidade visitada. O aluno da E.M João Monteiro, Lucas Mendonça, de 18 anos, é aluno do 9º ano e expressou sua percepção sobre a atividade.

“Acho muito importante este tipo de projeto na escola, pois ele serve, principalmente, para nos alertar sobre a preservação do meio ambiente e sobre como podemos evitar que as arboviroses continuem fazendo parte da nossa vida” disse. Lucas estava fazendo, junto com sua equipe, a marcação do território visitado através do GPS. Para a diretora Adjunta da E.M Darcy Ribeiro, Cláudia Suely, a bagagem de conhecimento é muito importante. “O importante é a bagagem que os alunos estão ganhando, pois a observação do município estimula que eles tenham cuidado com a saúde de todos os que moram a sua volta, e também amplia o conhecimento sobre as doenças, até então pouco valorizadas no cuidado, multiplicando o que aprendeu dentro de casa, levando, certamente, para o seu próprio futuro”, concluiu Cláudia.

Foram escolhidas, a critério da Fiocruz, escolas em três pontos distintos, abrangendo os alunos com diversas vivências e com realidades locais bem diferentes. Andrei Souza, de 16 anos, estuda no segundo ano do IFF e viu, dentro de casa, como as arboviroses atingem toda a família. “Meu pai teve chikungunya e, como estamos aprendendo sobre isso, com certeza podemos repassar aos nossos familiares o melhor jeito de combater. Essa oportunidade aqui é única, pois também temos a possibilidade de ampliar nossos conhecimentos e, talvez, virar um cientista, quem sabe”, concluiu.

A próxima etapa vai ser no Espraiado, onde os alunos poderão entender como a vegetação também contribui para o constante crescimento das arboviroses e quais soluções podem ser encontradas para evitar o aumento das doenças e o projeto de pesquisa, em si, ainda tem mais algumas etapas. “No ano que vem, por exemplo, temos quatro cursos para fazer sobre Vigilância Popular em Saúde no Enfrentamento às Arboviroses, que envolverá profissionais de saúde, população e a experiência destes estudantes que será levada para o curso”, destacou Maurício Monken, professor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, em Manguinhos.

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Fotos: Clarildo Menezes

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