Espaço Cultural Billé (ECB) oferece cursos e oficinas de artesanato

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Por: Elaine Nunes

Um espaço dedicado a cursos e oficinas para pessoas de todas as idades. Assim é o “Espaço Cultural Billé” (ECB), que fica Rua 90, em Cordeirinho, pertinho da praia. No local, administrado por Raphael Billé, você encontra uma variedade de atividades, como cursos de corte e costura, confecção de bonecas em pano, artesanato com fibras naturais de coco e bananeira, biojoias, holísticos e maquiagem, além de aulas de forró e zumba, que acontecem de terça à sexta-feira, nas partes da manhã e da tarde. 

“Foi uma ideia minha, da Gaia, da Nádia e dos próprios artesãos do município, porque como eu sou coordenador das feiras, sempre conversei bastante com eles e a gente via a necessidade de ensinar várias artes para que as pessoas pudessem aprender mais e tivessem a opção de diversificar seus produtos. Todos os nossos alunos estão interessados em se aperfeiçoar em outras técnicas”, explicou Billé, que fez questão de convidar os oficineiros que queiram participar do projeto a conhecer seu espaço e revelou que, até o fim deste mês, será inaugurado o ECB Centro, para atender moradores dos demais distritos.

Claudia Cristina Machado, a Gaia, falou sobre os cursos de tarot, baralho cigano, técnicas de cura (cortes energéticos) e atendimentos que realiza no espaço, para que todos sejam fortificados. “Eu trabalho há 8 anos nesse bairro. Sou uma pessoa espiritualizada desde pequena, mas não sou religiosa, embora respeite quem é, apesar de achar que a religião prende e limita um pouco a tua visão do que seja o espiritual, porque na verdade a gente não sabe, só sente. Eu acredito em energias, então trabalho com o poder dos oráculos e tenho muitos alunos e clientes porque trabalho diferenciado, sem perguntas. Não existe você me contratar pra cinco perguntinhas, porque sou movida pela espiritualidade e eu não sei o que a espiritualidade quer me falar. Você vai pensar no que você veio buscar para você, eu peço a sua energia, faço uma simples oração e a carta que cair é”, esclareceu.

Integrante do grupo “O poder dos oráculos”, Érica Jesus disse porque busca as oficinas e workshops do ECB. “Eu já conhecia a Gaia, por fazer parte de alguns grupos onde ela está sempre jogando, mostrando os oráculos, já fiz atendimento com ela e acabei virando uma fã. Além disso, sempre tive a curiosidade de aprender, aí vim aproveitar essa grande oportunidade que ela está nos proporcionando, porque, independente de religião, eu acredito que todos devemos ser orientados por alguma força espiritual, então eu estou aqui buscando a minha”, opinou.

Formada em eletrotécnica pela Escola Federal de Pelotas, Rosa Bandeira, 74 anos, veio para Maricá em 2018, a convite do SENAC, para dar aula de vitrinismo e nunca mais foi embora. Também deu aulas de direção de arte, cinema e audiovisual na Incubadora, fundou a empresa de audiovisual “Mundo Transverso Produções Artísticas” e atualmente se dedica ao ensino de maquiagem artística carnavalesca.

“Tudo é através da arte. Foi assim que eu cheguei aqui, onde posso tratar com pessoas de um nível diferenciado, porque, ao mesmo tempo em que a pessoa é a profissional que está contigo aprendendo, ela passa a ser tua amiga. E há casos em que a pessoa se revela quando acaba a maquiagem, ela se olha no espelho e tem uma surpresa. A reação dela, às vezes, vale mais do que um cachê. E tem certas coisas que a gente faz por amor mesmo. Essa é a verdade do artista. Eu acho que isso é o mais encantador”, contou a professora.

Moradora de Araçatiba desde 2006, a assistente social Geisa Pereira, 68 anos, se aposentou em 2019 e decidiu que não queria ficar em casa à toa. “Eu tenho um pique muito grande. Conheci Billé, nos tornamos amigos e quando ele montou essa casa de cultura e aprendizado, eu me identifiquei com a maquiagem. Da outra vez, não consegui fazer, mas agora estou vindo, porque gosto muito dessa coisa de trabalhar cores na maquiagem. Pretendo terminar e fazer alguma coisa, porque em casa parado não dá para ficar. Essas oficinas dão abertura para as pessoas que estão em casa sem ter o que fazer, pois cabeça vazia é oficina do outro, então vamos agir a vida, vamos viver, porque a vida é bonita pra caramba”, declarou. 

Moradora do Rio, a cabelereira Renata, também é aluna do ECB, que conheceu numa passagem pela cidade. “Eu vim visitar a minha amiga Cláudia, fiquei sabendo da oficina e resolvi participar. Venho para cá, faço aula e volto, porque gosto muito de Maricá. E esse espaço eu achei muito bacana, interessante e motivacional. Bom para fazer as coisas mudarem”, pontuou. 

Artista plástico, artesão, ator e produtor Geraldo Soares, também falou sobre as aulas das quais participa. “Eu estou prestando um serviço na cidade para uma pessoa que tem uma coleção de arte afro, aí acabei sabendo sobre esse espaço, vim conhecer e já fiquei. Estou fazendo aulas de fibra de bananeira e palha de coqueiro, tem uns dois meses já e estou adorando, porque na verdade essas coisas só acrescentam naquilo que a gente já está fazendo, principalmente na atual circunstância, em que as pessoas buscam trabalhar com a natureza. E nada mais saudável, do que a gente aproveitar e reaproveitar aquilo que já existe”, contou o morador do Rio, que já se considera um maricaense. 

Para ministrar oficinas nos locais, tirar dúvidas ou se inscrever em alguma das aulas basta entrar em contato com o Billé ou a Gaia, pelos telefones (21) 99740-9405 e (21) 99573-2191.