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Conferência de Igualdade Racial discute discriminação

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A quadra da Escola Municipal Carlos Magno Legentil de Matos, no Centro, recebeu a etapa municipal da 4ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir), que teve a participação de representantes das etnias negra, indígena e cigana e se estendeu durante todo o dia. O encontro foi organizado por diferentes entidades de defesa dos direitos das minorias junto com a Secretaria Municipal de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher, com o apoio da Secretaria de Educação. Entre os palestrantes estavam a deputada federal Benedita da Silva, o cacique Darcy Tupã (da aldeia Mata Verde Bonita, em São José de Imbassaí) e o líder cigano Rutier Durdevick.

Além desses, a mesa diretora da conferência foi composta também pelo secretário de Participacso Popular, João Carlos de Lima (Birigu), que deu as boas vindas aos participantes. “Este encontro é a afirmação de que Maricá respeita e acolhe todos os povos e raças, que são incluídos em nossas políticas públicas”, afirmou ele. Antes da abertura (que teve apresentações de capoeira e de um grupo de dança de alunos da escola), a deputada Benedita da Silva declarou que a cidade está se tornando uma referência nacional na garantia da igualdade. “Neste momento em que há retrocessos graves nas políticas raciais e das minorias em âmbito nacional, Maricá vem dando saltos constantes de qualidade nesses setores. Acompanho sempre o que é feito aqui e a mobilização em torno dessas políticas públicas”, disse a parlamentar.

Outro que reiterou o zelo da cidade por grupos que sofrem discriminação foi Ritier Dudevick, afirmando que os ciganos são bem tratados no município.  “Maricá nos trata bem e recebemos atenção em nossas demandas, mas isso é uma exceção para nós. No geral, continuamos invisíveis mesmo com uma cultura e um idioma ancestrais. O nome do nosso povo ainda tem um peso negativo para a maioria das pessoas”, ressaltou o líder, que falou também da ajuda que seu povo ofereceu aos escravos que fugiam das fazendas e era transportados em suas carroças. O cacique Darcy Tupã também destacou sua relação com o povo negro. “Aprendi muito com os quilombolas de Paraty. Essa interação ajuda a derrubar barreiras”, disse o indígena que, assim como o cigano, abriu seu discurso com uma saudação em seu idioma.

Ao final da conferência, foram apresentadas propostas de novas políticas públicas que serão levar para a etapa estadual do evento, prevista para novembro. Entre elas estão a criação de um centro de referência LGBT destinado a afrodescendentes e a implantação na rede municipal de ensino da Educação de Jovens e Adultos (EJA) durante o dia. Foram aprovadas ainda duas moções de aplausos para serviços municipais: uma para a moeda social Renda Mínima Mumbuca e outra para os ônibus ‘vermelhinhos’ da Empresa Pública de Transportes (EPT) ambas consideradas de extrema relevância na diminuição da desigualdade social.

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Fotos:  Elsson Campos

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